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FCP reúne com mestres do carimbó para debater políticas de fomento

  • Publicado: Sexta, 09 de Agosto de 2019, 17h18
  • Última atualização em Sexta, 09 de Agosto de 2019, 17h18
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A Fundação Cultural do Pará recebeu, na manhã desta sexta-feira (9), mestres e grupos de carimbó para um grande diálogo no auditório Aloysio Chaves, localizado no prédio-sede da Fundação. Realizado por meio da Diretoria de Interação Cultural do órgão, o encontro reuniu representantes de 11 municípios paraenses, além de entidades coletivas como o Comitê Gestor de Salvaguarda do Carimbó.
A conversa teve como objetivo promover a escuta dos anseios do segmento, aproximando a gestão dos que se dedicam ao movimento do carimbó. Na pauta do dia, o grande destaque foi o debate a respeito de um edital voltado especificamente para o gênero, proposta da diretoria recebida com entusiasmo pelos presentes. Também foi estabelecido o vínculo de parceria da Fundação na realização dos festejos em comemoração aos cinco anos de reconhecimento da manifestação como patrimônio cultural imaterial do Brasil, que ocorrerão no mês que vem.
Do diálogo – que agregou mestres e demais artistas de localidades como Curuçá, Marapanim, Santarém-Novo, Maracanã, Vigia e Magalhães Barata – foi possível extrair as demandas da classe artística e definir os próximos passos na construção de políticas públicas voltadas ao tema. “Com esse diálogo, a FCP conseguiu reunir um apanhado das sugestões, das necessidades e da variedade artística dentro do que eles vêm desenvolvendo nas suas regiões. Vem muita novidade aí, baseada nos editais e no fomento dessa manifestação cultural tão importante não só para o Pará, mas para o Brasil”, antecipa o diretor de interação cultural da Fundação, Almir Santos. Para trabalhar todas essas questões, definiu-se entre os presentes um grupo de trabalho, incluindo técnicos da Fundação, mestres e artistas do carimbo. O grupo, eleito democrática e voluntariamente pelos próprios participantes da reunião, conta com membros das diferentes regiões do estado e assumirá a responsabilidade de manter discussão permanente a respeito do carimbó – além de trabalhar de maneira coletiva as maneiras de facilitar aos artistas mais tradicionais o entendimento das formalidades exigidas por instrumentos públicos como os editais.
Claudete Barroso, integrante do grupo feminino de carimbó “Sereia do Mar”, faz parte do movimento de Salvaguarda do Carimbó e festejou a reunião. “Discutir com os mestres, debatendo os editais, as comemorações de setembro, formalizar esse apoio e a presença da Fundação no comitê, tudo isso é muito importante”, afirma. Vinda da Vila Silva, na região de Água Doce, zona rural de Marapanim, a militante da música paraense conta que a luta pela valorização do carimbó é parte da sua vida há muito tempo. “São mais de dez anos nessa batalha, e quanto mais nós construirmos parcerias como essa, mais ganha a nossa cultura. Trabalhar isso com a gestão do governo do Estado é maravilhoso e necessário. Precisamos que tenha política pública pro carimbó, já que ele é patrimônio nacional”.

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