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Teatro Experimental Waldemar Henrique recebe peça Guerrilheiras

  • Publicado: Sexta, 23 de Agosto de 2019, 08h45
  • Última atualização em Sexta, 23 de Agosto de 2019, 08h45
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A peça Guerrilheiras ou Para a Terra não Há Desaparecidos chega a Belém para apresentações no Teatro Experimental Waldemar Henrique. A estreia ocorreu ontem (22), e haverá nova sessão do espetáculo nesta sexta-feira (23), às 20h. Fruto de investigação da atriz e pesquisadora carioca Gabriela Carneiro da Cunha, a peça tem direção de Georgette Fadel e está itinerando pela Amazônia, com patrocínio do programa Petrobras Distribuidora de Cultura.

A peça faz parte do projeto Margens – sobre rios, boiúnas e vagalumes, que se constitui em trabalhos de artes integradas criados segundo o testemunho de rios brasileiros. Guerrilheiras se constituiu a partir das memórias do rio Araguaia e da história de 12 mulheres que lutaram e morreram em um dos mais violentos conflitos armados da ditadura militar brasileira, a guerrilha do Araguaia.

O trabalho se estabelece entre a ficção e o documentário, e se traduz em um poema cênico criado a partir da história daquelas mulheres, de sua luta e das memórias do que elas viveram e deixaram na região amazônica, nos estados do Pará e Tocantins, locais de forte resistência contra a violência e a ditadura e onde se deu a guerrilha do Araguaia na década de 1970.

O elenco mergulhou no rio, nas histórias e memórias de camponeses testemunhas daqueles tempos, e que guardam ainda dores de perdas, de procura por familiares desaparecidos, com olhares de espera. Autora, diretora e atrizes conviveram ali por cerca de 15 dias em aprendizado, em trocas e escutas. Foram dias de imersão registrados pelas lentes do premiado cineasta Eryk Rocha, que assina as projeções audiovisuais feitas durante o espetáculo a dialogar com as personagens, dando o tom de dramaticidade exigido no texto denso, criando sobreposições que transfere o palco para a floresta, para o rio e para as memórias tragadas pelas águas.

A peça é dedicada a Dinalva, Dinaelza, Helenira, Maria Lucia, Áurea, Luiza, Lucia Maria, Telma, Maria Célia, Jana, Suely e Walkiria, retratos de resistência, e como elas, que vieram de diferentes cidades para o Araguaia, também as atrizes Carolina Virguez, Daniela Carmona, Fernanda Haucke, Luciana Fróes, Mafalda Pequenino, Sara Antunes e Gabriela Cunha, são de lugares diversos. O elenco reúne artistas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e da Colômbia, além da atriz paraense Vandileia Foro, convidada para a itinerância no estado, somando a sua a outras vozes que traduzem vidas interrompidas e ignoradas pela história.

Um debate foi realizado no primeiro dia da temporada em Belém após o espetáculo, com o objetivo de discutir o processo de trabalho e de construção da peça, estimular a troca de saberes entre artistas e público, além do próprio tema central, com outras mulheres que atuam no campo da arte e cultura: Wlad Lima, Angelina Anjos, Eneida Guimarães e Eliana Bogéa foram as convidadas especiais.

 

Serviço

Peça Guerrilheiras ou Para a Terra Não Há Desaparecidos

Teatro Waldemar Henrique

Dias 22 e 23 de agosto de 2019, às 20h

Indicação 14 anos

Peça com audiodescrição

Ingressos na bilheteria do teatro a R$20 (inteira) ou pelo site https://www.sympla.com.br/guerrilheiras-ou-para-a-terra-nao-ha-desaparecidos__597186

Assessoria de imprensa: Matapi Produções

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