A Fundação Cultural do Pará (FCP) realizou o encerramento do primeiro módulo de oficinas do Núcleo de Oficinas Curro Velho, em Belém. O evento reuniu alunos e instrutores para a apresentação dos resultados práticos alcançados nas turmas iniciadas no primeiro trimestre de 2026. A programação contou com a mostra dos resultados das oficinas de teclado, coordenada pelo professor David Zacarias, de bonecas de pano, ministrada pela professora Helena Segtovich, e de percussão, sob orientação de Charles Matos.
Participantes da oficina de confecção de bonecas com seus lindos resultados em mãos
O encerramento marcou a transição para o próximo período pedagógico da instituição. De acordo com Mika Nascimento, técnico em gestão cultural da FCP, as inscrições para o segundo módulo serão abertas na próxima segunda-feira, 4, oferecendo mais de 40 modalidades. “Teremos duas oficinas de teatro, uma de teatro musical e uma de iniciação ao teatro, além de novas turmas de dança do ventre e dança de salão. Isso confirma a importância do Curro Velho na promoção da cultura para além da vida material, como um lugar onde se pode aprender uma habilidade nova”, afirmou.
Muito batuque para celebrar os aprendizados da oficina de percussão
As oficinas são integradas por instrutores de diferentes trajetórias, desde jovens egressos de escolas de teatro até mestres experientes. Entre os nomes confirmados para o próximo módulo está o Mestre Abaité, instrutor de dança de salão. “Trazemos gente jovem que já foi aluno e está voltando como instrutor, mas também temos Mestres da cultura popular que nos dão a honra ensinar nosso público no Curro Velho. Essa troca é muito importante para a cidade”, observou Mika Nascimento.
Para os participantes, o espaço desempenha uma função de suporte social e desenvolvimento pessoal. Nazaré Maciel, instrutora da fundação desde 2015, retornou ao espaço como aluna da oficina de bonecas após um período de afastamento por motivos familiares. “Este espaço tem uma função muito importante de acolhimento. Percebi a capacidade que eu tinha de criação e isso me transformou. Agora, estou em um processo de ressignificação da vida, buscando o que gosto de fazer”, relatou. Nazaré, que trabalha com reciclagem de vidro e papietagem, prepara-se para retomar o posto de instrutora no próximo módulo.
Bonecas confeccionadas durante oficina
A diretora do Núcleo de Oficinas Curro Velho, Celeste Iglesias, destacou o impacto das atividades realizadas na unidade. “O Curro Velho é um espaço de acolhimento e escuta, onde o processo criativo serve como ferramenta para a ressignificação de trajetórias pessoais. Ver o resultado dessas oficinas e o envolvimento de instrutores e alunos reforça nossa missão de promover uma educação social por meio da arte, garantindo que o aprendizado técnico caminhe junto com o bem-estar e a integração da nossa comunidade”, afirmou a diretora.
Alunos de teclado dando um show
As oficinas do Curro Velho são gratuitas para alunos da rede pública de ensino, enquanto para os demais interessados é cobrada uma taxa de 20 reais. O modelo busca democratizar o acesso à formação artística e estimular a produção cultural na vizinhança do bairro do Telégrafo e em toda a capital paraense.
Resultado da oficina de teclado
A realização dessas atividades reafirma o papel da Fundação Cultural do Pará (FCP) como o principal órgão do estado responsável pela execução das políticas públicas de cultura do Pará. Ao manter núcleos de formação como o Curro Velho, a FCP assegura a continuidade de processos educativos que unem o aprendizado técnico ao fortalecimento da cidadania e da identidade cultural da população. Acompanhe as ações da FCP pelo nosso site (fcp.pa.gov.br) e nossa rede social (instagram.com/fundacaoculturalpa).
CULTURA AMAZÔNICA 28/04 17h11